segunda-feira, 27 de abril de 2009

Esta Espécie de Loucura
Esta espécie de loucura
Que é pouco chamar talento
E que brilha em mim,
na escura Confusão do pensamento,
Não me traz felicidade;
Porque, enfim, sempre haverá Sol ou sombra na cidade.
Mas em mim não sei o que há

Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"



É tão tênue a linha que divide a loucura e a lucidez, que não dá para avaliar quando o sujeito é mesmo sóbrio.
E tem mais, dá para ter noção de quantos loucos nos rodeiam, de quantos doidos conduzem nosso país e prescrevem receitas?

Seríamos nós, loucos varridos só pelo fato de acreditarmos tanto e tantos loucos?
E você, até que ponto vai a sua lucidez?

Nenhum comentário:

Postar um comentário