Que é pouco chamar talento
E que brilha em mim,
na escura Confusão do pensamento,
Não me traz felicidade;
Porque, enfim, sempre haverá Sol ou sombra na cidade.
Mas em mim não sei o que há
Fernando Pessoa, in "Cancioneiro"
É tão tênue a linha que divide a loucura e a lucidez, que não dá para avaliar quando o sujeito é mesmo sóbrio.
E tem mais, dá para ter noção de quantos loucos nos rodeiam, de quantos doidos conduzem nosso país e prescrevem receitas?
Seríamos nós, loucos varridos só pelo fato de acreditarmos tanto e tantos loucos?
E você, até que ponto vai a sua lucidez?



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